SENHORES DA FEIRA, GUARDIÕES DO OURO NEGRO.
Entre cestos dançam os senhores — guardiões encantados do ouro negro que pulsa em Belém. A feira do é um corpo vivo: respira, canta, transpira poesia. Os gestos são rituais, os olhares — oferendas ao dia que nasce. Há um feitiço nas mãos que peneiram o fruto, na cadência dos barcos que balançam o cais, no som do tecno-brega que se mistura ao cheiro do rio. Ali, o tempo se curva diante da vida amazônida. Cada fotografia é um fragmento cintilante desse cotidiano — onde a cor, o suor e o sol poente se fundem num mesmo milagre: o de existir e resistir na beira d’água. 💜